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Índice destaca oportunidades de energia limpa na América Latina e no Caribe

Pegado da Web do BID
Washington, 18 de junho- A América Latina e o Caribe contam com extraordinários recursos de energia renovável e a maior parte da região teve um forte crescimento econômico em anos recentes. Ainda assim, o setor de energia limpa local está apenas começando a ganhar impulso, tendo atraído no ano passado menos de 5% dos investimentos mundiais estimados de US$ 280 bilhões nesse setor.

Para os empresários, investidores e produtores de energia limpa, parecem existir enormes oportunidades à frente –se conseguirem identificá-las. Similarmente, líderes governamentais poderiam desencadear uma onda significativa de novos investimentos em energia limpa– se conseguirem criar marcos adequados de políticas para o setor.

Para identificar estas oportunidades, o Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em parceria com a Bloomberg New Energy Finance, criou o Climascópio, o primeiro relatório anual, índice e ferramenta interativa on-line focado no mercado de energia limpa na América Latina e no Caribe.

O estudo será apresentado no dia 19 de junho durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Para mais informações sobre o lançamento visite o site na Web (em inglês).

O Climascópio usa 30 indicadores para medir a capacidade de cada país de atrair investimentos a fim de criar uma economia mais verde, expressa em pontuações de 0 a 5, em que 5 representa o melhor ambiente para investimentos. O Brasil foi o país com a melhor classificação; no entanto, obteve apenas 2,6 pontos, o que indica que existem amplas oportunidades para melhorar as condições a fim de atrair mais investimentos para o setor de energia renovável e de baixo carbono. Nas posições seguintes ficaram Nicarágua, Panamá, Peru e Chile.

A publicação do relatório é acompanhada do lançamento de uma ferramenta on-line que permite aos usuários ver os dados utilizados e alterar pesos para produzir suas próprias versões do índice. A ferramenta on-line estará disponível em http://climatescope.fomin.org a partir de 19 de junho.

“O Climascópio é muito mais que um relatório”, disse Nancy Lee, gerente geral do FUMIN. “É uma ferramenta interativa e dinâmica, com dados valiosos e perfis aprofundados dos países, que dá aos usuários a possibilidade de mudar os pesos de cada parâmetro de acordo com suas necessidades. Esperamos que a combinação inovadora de informações proporcionada pelo Climascópio sobre finanças, políticas e oportunidades de mercado traga benefícios reais para facilitar os investimentos verdes na América Latina e no Caribe”.

Michael Liebreich, diretor executivo da Bloomberg New Energy Finance, disse que, com a queda dos preços dos equipamentos nos últimos três anos, a energia limpa não subsidiada está prestes a se tornar competitiva em relação aos combustíveis fósseis.

“Porém, no momento, o setor ainda precisa de mecanismos de apoio inteligentes e, sem dúvida, precisa que uma série de obstáculos sejam eliminados”, disse Liebreich. “O que o Climascópio faz é medir o progresso nessas frentes em um nível muito granular, medida por medida, país por país. É a primeira vez que alguém tenta fazer isso e acreditamos que será algo de imenso valor neste momento em que os países da América Latina e do Caribe se esforçam para atrair recursos para acelerar suas trajetórias de crescimento verde. Felicitamos o FUMIN e o BID por apoiarem esta iniciativa”.

Os países foram classificados com base em quatro parâmetros: marco propício para investimentos; investimentos em energia limpa e financiamento a projetos de baixa emissão de carbono; negócios de baixa emissão de carbono e cadeias de valor de energia limpa; e atividades de gestão de gases de efeito estufa. As pontuações compostas finais são mostradas abaixo.

O relatório documentou US$ 90 bilhões de investimentos acumulados em energia limpa na América Latina e Caribe entre 2006 e 2011, com o Brasil tendo atraído perto de 80% do total dos recursos. Outros achados importantes são:

- A capacidade de energia renovável pode ser instalada em algumas partes da região sem a necessidade de subsídios, devido a uma combinação de queda dos preços de tecnologias de energia limpa, preços altos da eletricidade e demanda crescente por eletricidade.

- Pelo menos 80 políticas de energia limpa estão em vigor ou no estágio final de planejamento na região, relacionadas principalmente a regulações do mercado de energia e incentivos tributários.

- As microfinanças surgiram como um meio importante de expandir o acesso dos pobres à energia limpa. Atualmente, 71 de 448 instituições de microfinanças que operam na região oferecem algum tipo de produto financeiro verde.

O Climascópio foi preparado pela Bloomberg New Energy Finance, a pedido do Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento.


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